segunda-feira, julho 14, 2014

Ponderando

A seleção [brasileira] foi bem representativa da cultura brasileira dos últimos tempos. Chorona, ressentida, delirante, sem resultados.

L.F. Pondé, na Folha de hoje. Perfeito. 

quarta-feira, julho 02, 2014

Ponto de vista

O que mais gosto (e ao mesmo tempo detesto) são as generalizações que o Inácio Araújo faz a partir do exterior, no caso na Itália, depois de ver um caderno sobre a Copa no Brasil, no Le Monde francês. Diz que a visão do Brasil sobre a Copa dos gringos é positiva por causa do evento - efêmero, claro, depois dele o nosso futebol brasileiro vai continuar o lixo que é, além de bastante desigual, sem contar a infraestrutura. De acordo com suas impressões, a “Copa aqui está pegando bem pacas” e os empresários brasileiros deveriam ter aproveitado essa oportunidade única para investir e tal. Mas, ainda de acordo com ele, que, como Pablo Villaça, sabe tudo de economia e do nosso fantástico crescimento econômico e social, os empresários brasileiros “gostam mesmo é de pegar o jatinho para pedir favor ao governo”. Bom, os empresários do setor cervejeiro no Brasil, no caso a AmBev, lucram muito com o evento. É anúncio que não acaba mais na TV, de cerveja principalmente, mas também de guaraná e outros refrigerantes, sucos, etc., enaltecendo essa nossa “vitalidade, juventude, invenção, essas coisas” (comentário dele). Coisa que vem acontecendo há quase dois anos na mídia. Coisa para gringo e brasileiro ver. Soubesse ele também que os executivos brasileiros da AmBev (ou AB Inbev), quando esta adquiriu a Budweiser americana em 2008, venderam todos os jatinhos que pertenciam à empresa americana e que antes estavam a serviço exclusivo dos executivos gringos para uso muitos vezes pessoal, optando assim por voos comerciais, de forma a reduzir essas despesas, não estaria escrevendo essas besteiras todas sobre o empresariado brasileiro que “anda de jatinho” ou partindo para as generalizações calhordas com que costuma concluir seus textos sobre “cinema”.