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domingo, junho 15, 2008

Listas e um breve retorno

Até que não foi tão complicado montar a lista dos melhores filmes nestes tão precoces anos 2000. Foi até bem divertido, embora me arrependa um pouco de ter deixado vários belíssimos títulos de fora (Lady Chatterley, Império dos Sonhos, Senhores do Crime, Síndromes e Um Século, Não Toque No Machado, Amantes Constantes, Miami Vice, etc.). Mas seleção é escolha e corte mesmo. Sem dó. E assim vou aos poucos retornando a este espaço quase inutilizado. Tá bom... Ei-la:

1) O Tempo e a Maré (2000), Tsui Hark
2) Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), Joel e Ethan Coen
3) Menina de Ouro (2004), Clint Eastwood
4) Cidade dos Sonhos (2001), David Lynch
5) A Inglesa e o Duque (2001), Eric Rohmer
6) Sob a Névoa da Guerra (2003), Errol Morris
7) Fale Com Ela (2002), Pedro Almodóvar
8) O Novo Mundo (2005), Terrence Malick
9) Gangues de Nova Iorque (2002), Martin Scorsese
10) Exilados (2006), Johnnie To
11) Sangue Negro (2007), Paul Thomas Anderson
12) Marcas da Violência (2005), David Cronenberg
13) Os Incríveis (2004), Brad Bird
14) Kill Bill, Vol. 1 (2003), Quentin Tarantino
15) O Segredo de Brokeback Mountain (2005), Ang Lee
16) Guerra dos Mundos (2005), Steven Spielberg
17) Kedma (2002), Amos Gitai
18) Amor à Flor da Pele (2000), Wong Kar-Wai
19) Um Filme Falado (2003), Manoel de Oliveira
20) Zodíaco (2007), David Fincher



O Tempo e a Maré: para mim, o campeão absoluto é adrenalina pura, movimento que não pára nunca, ação, diversão, tomadas maravilhosas, um exercício cinemático, hipercinético e hiperbólico dos mais vibrantes, pouco importando a maravilhosa confusão da trama, que envolve tiroteios coreografados com maestria, gângsteres de Hong Kong, guarda-costas picaretas, traficantes sul-americanos de Aracaju com rostos chineses e sotaque hispânico, um assassino profissional voltando à ativa , uma policial lésbica grávida no meio de todos e uma eletrizante perseguição de rapel num treme-treme na "Cidade das Baratas". Um dos filmes mais bacanas do mundo!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Os Protetores do Universo

(Shu shan zheng zhuan/Zu Warriors/The Legend of Zu, Hong Kong/China, 2001)



Não adianta. Tsui Hark, auteur de um dos filmes de ação mais legais de todos os tempos, O Tempo e a Maré (2000), não se dá bem com efeitos digitais. Nem com a Miramax, sobretudo. Os melhores confrontos de seus filmes são puramente físicos, como a espetacular perseguição de rapel em O Tempo, ou as piruetas de Jet Li sobre os ombros de seus oponentes em Era uma Vez na China (1991). Em momentos assim, sua câmera enlouquece. E as tramas de alguns de seus filmes, por demais complexas, quando não confusas mesmo, movendo-se sempre num ritmo acelerado, são ainda mais prejudicadas quando cortadas por imposição de produtores, como é o caso de Sete Espadas (2005). E como é o caso deste Os Protetores do Universo, que retoma o universo de seu clássico wuxia Zu: Warriors of the Magic Mountain (1982), baseado numa lenda "real", acrescida de efeitos digitais irreais, em uma narrativa truncada, obviamente encurtada por exigência da produtora Miramax para o mercado estrangeiro. O que resta é uma sucessão confusa de lutas típicas do universo wuxia, em que guerreiros voadores mitológicos, liderados pelo sábio Sobrancelhas Brancas (Sammo Hung), têm que unir suas espadas para enfrentar uma grande força maligna conhecida como Mordo, que está sugando a energia da montanha de Zu, de onde os guerreiros protetores tiram a força para combater as ameaças do mal. Uma confusão completa, apesar de algumas boas lutas coreografadas por Yuen Woo Ping (Matrix, Herói, O Tigre e o Dragão), quando os guerreiros de nomes Falcão, Lua ou Tempestade não estão voando diante de um cenário computadorizado, por exemplo, ou traindo uns aos outros sem maiores explicações, uma ou outra imagem bela (como a guerreira Lua se despedaçando) e Sammo Hung (o único remanescente do filme original), Ekin Cheng, Kelly Lin, Cecilia Cheung e a fofinha Zhang Ziyi perdidaços em meio às várias seqüências digitalizadas. Ao menos, não é tão ruim quanto o horrível A Promessa (2005), de Chen Kaige. Quem sabe numa versão estendida, quem sabe.

quarta-feira, março 28, 2007

Sete Espadas em DVD

Pela Imagem Filmes, finalmente este épico de Tsui Hark é lançado em DVD por aqui. Infelizmente na versão mais curta. Mesmo assim, é Tsui Hark, é uma bagunça, é uma maravilha.