Um assalto fracassado a uma pequena joalheria no subúrbio novaiorquino. Em seguida, em vários desdobramentos, o filme recua para mostrar em diferentes perspectivas como o que parecia um crime comum acabará, na verdade, deflagrando uma tragédia familiar, de ressonâncias bíblicas, envolvendo especialmente dois irmãos co-responsáveis pelo roubo: o inseguro e enrolado Ethan Hawke e o seguro até demais (e também enrolado) Philip Seymour Hoffman. E também o patriarca (Albert Finney, soberbo), claro. A cada flashback, o caldo engrossa. É o veterano Sidney Lumet, em direção firme, incisiva e elegante, amarrando os vários pontos sem atropelos e, sobretudo, de volta aos bons tempos de Serpico (1975) e Rede de Intrigas (1976), num ótimo filme, que ainda traz Marisa Tomei, como a esposa insatisfeita de Hoffman, mais gostosa do que nunca.
Wer sich der Einsamkeit ergibt ("Aquele que se entregou à solidão") - Goethe
Mostrar mensagens com a etiqueta Marisa Tomei. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marisa Tomei. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, novembro 05, 2007
Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto
(Before the Devil Knows You’re Dead, EUA, 2007)

Um assalto fracassado a uma pequena joalheria no subúrbio novaiorquino. Em seguida, em vários desdobramentos, o filme recua para mostrar em diferentes perspectivas como o que parecia um crime comum acabará, na verdade, deflagrando uma tragédia familiar, de ressonâncias bíblicas, envolvendo especialmente dois irmãos co-responsáveis pelo roubo: o inseguro e enrolado Ethan Hawke e o seguro até demais (e também enrolado) Philip Seymour Hoffman. E também o patriarca (Albert Finney, soberbo), claro. A cada flashback, o caldo engrossa. É o veterano Sidney Lumet, em direção firme, incisiva e elegante, amarrando os vários pontos sem atropelos e, sobretudo, de volta aos bons tempos de Serpico (1975) e Rede de Intrigas (1976), num ótimo filme, que ainda traz Marisa Tomei, como a esposa insatisfeita de Hoffman, mais gostosa do que nunca.
Um assalto fracassado a uma pequena joalheria no subúrbio novaiorquino. Em seguida, em vários desdobramentos, o filme recua para mostrar em diferentes perspectivas como o que parecia um crime comum acabará, na verdade, deflagrando uma tragédia familiar, de ressonâncias bíblicas, envolvendo especialmente dois irmãos co-responsáveis pelo roubo: o inseguro e enrolado Ethan Hawke e o seguro até demais (e também enrolado) Philip Seymour Hoffman. E também o patriarca (Albert Finney, soberbo), claro. A cada flashback, o caldo engrossa. É o veterano Sidney Lumet, em direção firme, incisiva e elegante, amarrando os vários pontos sem atropelos e, sobretudo, de volta aos bons tempos de Serpico (1975) e Rede de Intrigas (1976), num ótimo filme, que ainda traz Marisa Tomei, como a esposa insatisfeita de Hoffman, mais gostosa do que nunca.
quarta-feira, agosto 01, 2007
Baila Comigo
(Marilyn Hotchkiss Ballroom Dancing & Charm School, EUA, 2005)

Lições de dança, lições de vida, na história de um padeiro (Robert Carlyle) que socorre um acidentado (John Goodman, ótimo) na estrada e, enquanto seguem para o hospital, este lhe conta, em vários e emotivos flashbacks, para onde estava indo e o motivo. Marcara naquele dia um encontro firmado há 40 anos na então célebre escola de dança de Marilyn Hotchkiss, com o seu primeiro amor de infância. Atendendo ao desejo dele, o padeiro, traumatizado com o inesperado suicídio da esposa, decide comparecer ao encontro. E passa a freqüentar as aulas de lá. E a gostar. E até se apaixona por uma das alunas (Marisa Tomei, sempre adorável), mesmo com os ciúmes do agressivo meio-irmão dela (Donnie Walhberg). Apesar de convencional e da mensagem um tantinho óbvia, do tipo quarentões redescobrindo a alegria de viver por meio da dança, com direito a transa na cozinha em cima da farinha da massa de pão, um filme simpático e, às vezes, nostálgico e bem-humorado de Randall Miller que, por conta do elenco de estrelas, como Mary Steenburgen, Marisa Tomei, Sonia Braga, Sean Astin, Danny DeVito, etc., assiste-se com prazer. E Robert Carlyle, o típico operário escocês estouradaço, está aqui surpreendemente elegante. Quase um lorde, embora eu goste mais dele dançando em The Full Monty (1997).

Lições de dança, lições de vida, na história de um padeiro (Robert Carlyle) que socorre um acidentado (John Goodman, ótimo) na estrada e, enquanto seguem para o hospital, este lhe conta, em vários e emotivos flashbacks, para onde estava indo e o motivo. Marcara naquele dia um encontro firmado há 40 anos na então célebre escola de dança de Marilyn Hotchkiss, com o seu primeiro amor de infância. Atendendo ao desejo dele, o padeiro, traumatizado com o inesperado suicídio da esposa, decide comparecer ao encontro. E passa a freqüentar as aulas de lá. E a gostar. E até se apaixona por uma das alunas (Marisa Tomei, sempre adorável), mesmo com os ciúmes do agressivo meio-irmão dela (Donnie Walhberg). Apesar de convencional e da mensagem um tantinho óbvia, do tipo quarentões redescobrindo a alegria de viver por meio da dança, com direito a transa na cozinha em cima da farinha da massa de pão, um filme simpático e, às vezes, nostálgico e bem-humorado de Randall Miller que, por conta do elenco de estrelas, como Mary Steenburgen, Marisa Tomei, Sonia Braga, Sean Astin, Danny DeVito, etc., assiste-se com prazer. E Robert Carlyle, o típico operário escocês estouradaço, está aqui surpreendemente elegante. Quase um lorde, embora eu goste mais dele dançando em The Full Monty (1997).
Subscrever:
Mensagens (Atom)