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segunda-feira, novembro 05, 2007

Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto

(Before the Devil Knows You’re Dead, EUA, 2007)



Um assalto fracassado a uma pequena joalheria no subúrbio novaiorquino. Em seguida, em vários desdobramentos, o filme recua para mostrar em diferentes perspectivas como o que parecia um crime comum acabará, na verdade, deflagrando uma tragédia familiar, de ressonâncias bíblicas, envolvendo especialmente dois irmãos co-responsáveis pelo roubo: o inseguro e enrolado Ethan Hawke e o seguro até demais (e também enrolado) Philip Seymour Hoffman. E também o patriarca (Albert Finney, soberbo), claro. A cada flashback, o caldo engrossa. É o veterano Sidney Lumet, em direção firme, incisiva e elegante, amarrando os vários pontos sem atropelos e, sobretudo, de volta aos bons tempos de Serpico (1975) e Rede de Intrigas (1976), num ótimo filme, que ainda traz Marisa Tomei, como a esposa insatisfeita de Hoffman, mais gostosa do que nunca.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Baila Comigo

(Marilyn Hotchkiss Ballroom Dancing & Charm School, EUA, 2005)



Lições de dança, lições de vida, na história de um padeiro (Robert Carlyle) que socorre um acidentado (John Goodman, ótimo) na estrada e, enquanto seguem para o hospital, este lhe conta, em vários e emotivos flashbacks, para onde estava indo e o motivo. Marcara naquele dia um encontro firmado há 40 anos na então célebre escola de dança de Marilyn Hotchkiss, com o seu primeiro amor de infância. Atendendo ao desejo dele, o padeiro, traumatizado com o inesperado suicídio da esposa, decide comparecer ao encontro. E passa a freqüentar as aulas de lá. E a gostar. E até se apaixona por uma das alunas (Marisa Tomei, sempre adorável), mesmo com os ciúmes do agressivo meio-irmão dela (Donnie Walhberg). Apesar de convencional e da mensagem um tantinho óbvia, do tipo quarentões redescobrindo a alegria de viver por meio da dança, com direito a transa na cozinha em cima da farinha da massa de pão, um filme simpático e, às vezes, nostálgico e bem-humorado de Randall Miller que, por conta do elenco de estrelas, como Mary Steenburgen, Marisa Tomei, Sonia Braga, Sean Astin, Danny DeVito, etc., assiste-se com prazer. E Robert Carlyle, o típico operário escocês estouradaço, está aqui surpreendemente elegante. Quase um lorde, embora eu goste mais dele dançando em The Full Monty (1997).