O Segredo, de Rhonda Byrne
O Alquimista, de Paulo Coelho
Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus, de John Gray
O Monge e o Executivo, de James C. Hunter
As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu, de Mitch Albom
E tantos outros que me ajudaram a descobrir “quem somos nós”, de acordo com a Lei da Atração, e fizeram a fama, a glória e a fortuna de seus autores (e só deles), etc.
Brincadeirinha. Agora, a lista séria, canônica e definitiva (empino o nariz, ergo a sobrancelha, coloco a peruca), ou nem tanto, já que muitos de que gosto, pra variar, ficaram de fora, como Vidas Secas, A Ilha do Tesouro, Dom Casmurro, Orgulho e Preconceito..., mas seleção é corte mesmo, fazer o quê. Voilà, sem ordem de preferência (soam os trompetes, rufam os tambores, erguem-se os lenços):

As Partículas Elementares, de Michel Houllebecq - o mais cínico dos autores contemporâneos, na narrativa de dois irmãos, filhos de pais ausentes da geração de 68, em duas trajetórias distintas. Em um, o desespero, a solidão. Em outro, a redenção da humanidade pela ciência. Em ambos, as disfunções sexuais, abjetas, cruéis, pontuando a narrativa de forma ultra-realista. E tudo tão amargo, numa linguagem crua, objetiva, "científica", que se torna irônico no final das contas. As digressões também são maravilhosas.
Moby Dick, de Herman Melville - a humanidade num navio, o Pequod, liderado por um lunático (ou um grande líder? ou profeta?) contra seus monstros e tormentas interiores, numa aventura pelos sete mares, reverberando a Bíblia, Shakespeare, a democracia americana, os gregos, a Odisséia na grande caçada em busca de Leviatã ou da grande baleia branca, que é a esfinge devoradora, indecifrável. Uma travessia fadada ao fracasso, mas onde vale a viagem. "Chama-me de Ismael".
Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato - o mundo do conhecimento, da cultura é o mundo da diversão para as crianças e criaturas encantadas do Sítio do Pica-Pau Amarelo, e das coisas descobertas pela primeira vez.
A Volta do Parafuso, de Henry James - assombração? Ou imaginação? Ou delírios de sexualidade reprimida de uma jovem governanta? Em curtas páginas, longas e elaboradas sentenças, um mistério que permanece na Inglaterra Vitoriana do século XIX, pelo mais inglês dos autores americanos. De arrepiar.
Notas do Subterrâneo, de Fiódor Dostoiévski - as inúmeras camadas de todo ser humano reunidas num individuo amargo que desde o início se afirma como desprezível. Duro desde a primeira sentença.
E passo o desafio de escolher outros cinco melhores livros para as seguintes “vítimas” virtuais (se é que alguma delas lê isso aqui): Alexandre, Andros, Carlos, Leandro e Vébis Jr., e lembrando que cada um, caso aceite a brincadeira, deve indicar em seu blog não só os cinco livros favoritos, mas também apontar outros cinco blogueiros para o mesmo e nobre propósito. Have fun, my dear friends!