segunda-feira, novembro 24, 2014

Cópia fiel

"Eu NUNCA vou entender a lógica de alguém que plagia um texto. Nunca. O prazer da escrita é produzir, criar, desenvolver suas ideias." (Pablo Villacinha, indignadíssimo com recente plágio de sua "obra")

Talvez este "grande", "descolado" e "original" crítico mineiro tatuado e amante de utopias e taras da juventude nunca entenda, mas eu sempre fui a favor da cópia. Era assim no Renascimento, séculos XIV-XVI. A mimésis era uma forma de aprendizado nas artes, na filosofia e na literatura. Mas se mimetizavam coisas boas, belas, harmônicas. Camões, por exemplo, fazia sonetos emulando Petrarca, quase que literalmente. E "Os Lusíadas" abre citando "Eneida", de Virgílio, também literal e descaradamente, de forma a dar tom épico da narrativa de Vasco da Gama conforme o grande poeta latino. Nunca, claro, copiariam textos desse crítico e trovador mineiro mineiro, porque são um apanhado de platitudes estilísticas e obviedades rasteiras. Nenhum insight, tudo um grande nada, mas que encontra seus seguidores. Aliás, quem o "copia" não está mais do que fazendo um favor a esse sujeito presunçoso e ginasiano. Ele deveria agradecer e não ficar chorando no Twitter ou escrevendo textão no Facebook sobre isso.

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